França: Paris, “a cidade luz”!

 CINCO letras!

“A mais linda cidade do mundo”, “você pode morrer depois de conhecê-la”, “o berço do iluminismo” ou “a cidade luz”, são muitos os predicados atribuídos à

PARIS

Para poucos ou muitos dias, a capital francesa sem dúvida merece uma opinião de quem curte viajar. Ainda que negativa, a avaliação, eu acredito, só tem valor para quem já esteve por lá.

Ao despertar encanto e magia ou frustração e desalento, uma coisa é certa, Paris não passa desapercebida aos seus visitantes.

O sonho de conhecer a velha cidade está no imaginário de muitos. Inumeráveis filmes, incontáveis fotografias e a constante ligação de Paris com romance, luxo, glamour e estilo, despertam, no mínimo, curiosidade.

Assim, os museus, jardins, praças, cafés e lojas gravam na memória do turista uma fotografia inesquecível.

Paris é Paris.

Fácil saber que sou da turma que admira… então vamos às dicas e relato dos pouquíssimos 3 dias que passamos por lá, em família.

Importante para o roteiro é definir os principais locais de interesse e, a partir de então, mapear os pontos próximos entre si e aproveitar para explorar a pé.

Claro, é possível fazer tudo por metrô e boa parte dos principais pontos, de barco.

  • Da horinhaMETRÔ – mantenha o tíquete usado do metrô no bolso, ao final do trajeto, pode ser que você encontre o fiscal no caminho e ter de comprovar que usou bilhete. A PÉ – para o percurso a pé, lembre-se de estar com sapatos muitos confortáveis, Paris é plana (salvo Montmartre), o percurso é extenso. A média diária de passos é próxima de 20.000. E usar tênis, hoje em dia, é muito chique…

Definidas as atrações, vamos ao pequeno roteiro. No nosso caso, com crianças e adolescente. Logo, a rua nos chama, não dá para abusar com museus.

La Tour Eiffel – A Dama de Ferro.

 

O projeto de construção inicialmente temporário, para servir à Exposição Universal em Paris, em 1889, se transformou, definitivamente, no símbolo da cidade. A torre carrega o nome de seu criador, Gustave Eiffel, e do topo a vista é de toda Paris, à 276m do solo.

Em 1911, nosso Santos Dumont, em um dirigível, fez o contrário. Deu a volta pela torre… pelo lado de fora.

Nos meses de verão, especialmente, julho, a visita é muito concorrida, podem ser horas de filas. Logo, o ideal para esse período é a compra bastante antecipada dos ingressos, pela internet… funciona!

Curiosamente, o mais identificado símbolo da cidade é um monumento moderno, que foi muito criticado à época de sua construção por se diferenciar enormemente do conjunto arquitetônico da velha e linda Paris.

A visita, atualmente, é controlada, há detector de metais e revista de bolsas e mochilas… sinal dos tempos… Uma pena, mas a gente compreende e colabora.

  • Da horinha: os ingressos para o topo -sommet- custam 25€ para adultos, 12,50€ (12-24 anos) e 6,30€ (4-11 anos e cadeirantes). Horário de funcionamento: 9h30 – 23h45 e entre junho e agosto de 9h00 – 0h45.

La Seine – O Sena.

O rio que corta a cidade não somente embeleza Paris, mas define direções – Rive Gauche – margem esquerda, Rive Droite – margem direita, e é meio de transporte. Pode-se ainda dizer que a maior parte das grandes atrações está às margens ou muito próximas do rio. A exemplo da Notre-Dame, Louvre, D’Orsay e a Torre. Além das magníficas pontes.

Passeios de barco – para todos os gostos e bolsos. São diversas as opções de passeio. Dos mais românticos, com jantares à luz de velas, ao transporte coletivo diurno, o turista pode escolher e aproveitar a belíssima paisagem … às margens do Sena, dá uma volta na Île de la Cité … É muito lindo.

 

Estávamos em um grupo de sete pessoas, quatro adultos, duas crianças e uma adolescente. Então, “fomos para a galera”. Compramos tíquetes de um dia para o Batobus e percorremos parte de Paris entre zarpadas… esse também é o momento de observar muita gente curtindo um piquenique, música, baladinhas e namoros no curso do rio.

  • Da horinha: o bilhete diário do Batobus custa 17€ adulto e 8€ (3-15 anos). O percurso é livre, e os pontos de embarque e desembarque são: Tour Eiffel, Musée d’Orsay, Saint-Germain-des-Prés, Notre-Dame, Jardin des Plantes / Cité de la Mode et du Design, Hôtel de Ville, Louvre, Champs-Élysées.

Enfim, música, dança, esporte, namoro e amizade. De tudo se vê às margens do Sena. A vida acontece, até o nosso forró está presente por lá.

Les Ponts – As pontes.

Sempre presente nas fotografias registradas da cidade, a Pont Alexandre III é, no mínimo, exuberante. Linda, rica e loira! Afinal, com todo aquele dourado, é a conclusão.

O nome homenageia o Czar russo, Alexandre III. A ponte foi construída para a exposição de 1900 e tem uma arquitetura parecida com a do Grand Palais, edifício que está bem próximo a ela.

A Pont Neuf, por outro lado, é diferente, não é loira, mas é muito rica e antiga. É a mais velha, com aparência de forte, embora Pont Neuf signifique “ponte nova”. Nova em relação às medievais que existiam antes dela. Iniciadas as obras em 1577, foi finalmente inaugurada em 1607, ligando a Île de la Cité às margens direita e esquerda do rio.

Île de la Cité.

A ilhota foi o centro da cidade da Idade Média. Está entre as margens do Sena e abriga a Notre-Dame, a Igreja mais visitada de Paris e o marco zero da cidade, La Conciergerie e La Sainte-Chapelle.

Sacré Coeur et Montmartre

No ponto mais alto da cidade está a Sacré Coeur, basílica do Sagrado Coração, no nostálgico bairro Montmartre. O passeio pede uma tarde inteira, para a visita à igreja, apreciando a linda vista da cidade a partir da escadaria, além de uma passadinha pela praça dos artistas, que oferece muitas opções de trabalhos feitos à mão, e quinquilharias que são idílicos souvenirs.

Também é preciso reservar um tempinho para enfrentar/encarar/percorrer as subidas e descidas entre as ruelas do bairro que conserva animados cafés e bares. Ainda em Montmartre está o Moulin Rouge com suas famosas apresentações e shows musicais, cancan, que se mantém cercado de lojinhas “proibidas para menores”… quem assistiu “O fabuloso destino de Amélie Poulain” deve se lembrar!

  • Da horinha: Para este passeio vale a pena usar o Metrô (linha 12). E para quem não quiser vencer as escadas para chegar à Igreja, há opção do Funiculaire.

D’Orsay – Madeleine – Galerie Lafayette – Touleries – Champs Elysée e Louvre.

Ao menos um museu. E a gente escolheu o Musée D’Orsay. Considerando que estávamos com crianças, o tempo era curto e era verão… foi boa a sugestão!

Antiga estação de trem, super bem localizado, o Musée D’Orsay é um passeio leve, lúdico e muito agradável. Observar as obras dos impressionistas, Monet, Manet, Van Gogh, Renoir… a arte de transformar o bruto em sublime com Rodin… é mágico.

  • Da horinha: As filas são bem menores. O bilhete pleno custa 14€ e a tarifa reduzida é de 11€. Aberto de 9h30 às 18h.

De lá seguimos para a Galerie Lafayette. Além das lojas de grife, o espaço oferece um bom restaurante. E o teto é simplesmente deslumbrante.

 

 

A partir da Galeria, seguimos a pé para a Madeleine, a emblemática igreja que serviu de cenário para um dos capítulos de Dan Brown em “O Código da Vinci”.

 

Na sequência, continuamos em direção a Champs-Elysées, a avenida mais famosa da cidade, e talvez do país. O ambiente é absolutamente turístico. Lojas e mais lojas. Bares. Muita gente, muita meeesmo. Seguimos até o Arco do Triunfo e retornamos pelo outro lado da rua até o Jardin de Tuileries, passando novamente pela belíssima Pont Alexandre III, até chegarmos ao Louvre que, desta vez, somente visitamos por fora.

Estes foram três dias ensolarados em Paris. Não é fácil sugerir restaurantes para passeios tão curtos na velha cidade. Ou mesmo cafés. Quando dispomos de mais tempo, temos a possibilidade de buscar lugares indicados, mas com pressa, optamos pelos próximos de onde estamos. Mas valeu cada minuto. Assim é Paris. VELHA. LINDA. É PARIS. Apenas cinco letras de muita beleza, luz, ideias, lembranças e sonhos.

Dos filmes: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Meia Noite em Paris. Moulin Rouge. Ratatouille. A Invenção de Hugo Cabret. O Código Da Vinci…

E para a música, ela, ZAZ.

  • Da Hora:
  1. Hotel: Novotel Paris Centre Gare  Montparnasse. 17 Rue du Cotentin, 75015 Paris, França. www.accorhotels.com/pt/hotel-5060-novotel-paris-centre-gare-montparnasse/index.shtml
  2. Musée D’Orsay –    http://www.musee-orsay.fr/
  3. Torre Eiffel – www.toureiffel.paris/fr
  4. Barco pelo Sena – http://www.batobus.com/
  5. Galeries Lafayette Paris – Fundação: 1912, 9.º arrondissement de Paris, Paris, França. www.galerieslafayette.com
  6. Museu D’Orsay – www.musee-orsay.fr/

 

 

 Texto por Marcela Tavernard (Colaboradora): Uma  mineira , que mora em Brasília e ama a França, a língua Francesa, a cultura, a gastronomia,  suas paisagens e em especial os seus Castelos. Em suas viagens, tem o seu marido como o  melhor companheiro

 

 

Deixe uma resposta

Comment
Name*
Mail*
Website*