Um brinde à França: Região de Champagne!

A espumante mais prestigiada e desejada do mundo!  Champagne.

Neste novo roteiro proposto pelo Saiu de Viagem voltamos à França para o delicioso e luxuoso deguste do champagne!

Assim como a maioria dos rótulos de vinhos da França, o branco borbulhante adota o mesmo nome da região, a Champagne, ao norte do país.

Le Blanc de Blancs ou o “Branco dos Brancos” é fabricado a partir da uva Chardonay (os melhores), por meio do método de domínio regional denominado Champenoise, em que a fermentação da bebida, ao final, é feita na própria garrafa. Diferente do método Charmat, em que o efeito borbulhas é alcançado em tonéis.

O rigor na produção e a qualidade da uva justificam o alto custo. Algumas, com melhor terroir (sabor e aroma que resultam do solo, sol e clima), custam fortunas.

Cada garrafa, única, é produzida no interior das Crayères, grutas de calcário, há muitos metros de profundidade, que servem para abrigar o vinho da luz, da umidade e do calor, à 10°C, essa é inclusive a temperatura ideal para o consumo.

  • Da horinhaAos domingos boa parte das maisons de champagne estão fechadas, então este não é o melhor dia de visitas. Mas se não houver outra opção, estarão em funcionamento a Pommery à Reims e a Möet Chandom em Épernay.

 

Reims

Reims é a capital da região e mantém várias caves (casas produtoras) em funcionamento no centro da cidade, a exemplo da Veuve Cliquot (1, rue Albert Thomas), Taittinger (9 place Saint-Nicaise), Pommery (5 place du Général Gouraud), Mumm (34 rue du Champ de Mars), Ruinart (4 rue des Crayères).

 

A cidade conta com boas opções de hotelaria, restaurantes e padarias deliciosas que convidam para um caprichado café da manhã.

Além de muita champagne, Reims oferece outros pontos de interesse ao visitante, como a emblemática Cathédrale, onde muitos reis foram coroados (cerca de 30).

E a igreja dedica uma linda capela à santa padroeira da France, Jeanne D’arc, esculpida lindamente com as flores de lis, o símbolo da monarquia francesa.

 

A cidade também abrigou uma importante base da Resistência na Segunda Guerra e sofreu grandes perdas arquitetônicas, mas o desafio dos fortes é se reerguer, e hoje Reims brilha, majestosa e muito, muito elegante.

Na Place du Forum há vários restaurantes que servem ao ar livre, é uma ótima pedida para as noites de primavera ou dias longos de verão… puro charme. Se inverno for, o frio será grande, mas nada que um bom tinto e uma comida quentinha não resolvam.

 

Durante a primavera as tulipas e cerejeiras  estarão muito floridas, e os vinhedos estarão brotando. No verão será lindo apreciar o amadurecimento da fruta preferida de Baco.

Épernay

O caminho entre Reims e Épernay é percorrido entre os vinhedos.

 

Na pequena e rica Épernay há uma rua que se chama Avenue des Champagnea rua mais bebível do mundo, segundo Churchill. E lá estão concentradas outras várias marcas de champagne, inclusive a tradicional Möet Chandon.

Mas eu indico visitar a Maison Mercier. Além da degustação e ótima receptividade, a crayère é percorrida em um pequeno trem. Parece um brinquedo e é muito diferente de todos os outros passeios pelas crayères que são feitas a pé, em grupo, com um guia. Na Maison Mercier, durante o passeio no trem, são disponibilizados audioguias em inglês, francês ou espanhol.

Além disso, é muito lúdica e simpática a história da cave fundada pelo Monsieur Mercier que partiu de Reims com destino à Paris com um gigante barril de madeira, equivalente a 200.000 garrafas, puxada por 24 bois, para demonstrar sua champagne, em 1889, na grande Exposição Universal em Paris, em que somente perdeu o primeiro lugar para a Tour Eifell. Foi um tortuoso caminho, com o gigante tonel puxado por bois em estradas não pavimentadas, precisando comprar e demolir propriedades, chamando a atenção de todo o povo.

Möet Chandon, Pol Roger, Perrier-Jouët, Castellane… são algumas das diversas outras casas abertas à visitação e ao deguste, em Épernay.

  • Da horinha– As garrafas são vendidas no local ao custo médio de 32, além de vários outros souvenirs que estão dispostos nas lojinhas das grandes maisons de champagne.

 

Entre uma cidade e outra o caminho é percorrido entre vinhedos, todas identificadas com graciosas placas ao final no início das “ruas” de vinhas, onde podemos ler o nome das grandes caves da Champagne.

 

 

 

 

Hautvillers

“Estou bebendo estrelas” teria dito Don Pérignon quando, enfim, criou a champagne e conseguiu manter o vinho borbulhante na garrafa (mais resistente que a do vinho comum) a rolha (presa com arame) adequadas à pressão.

O túmulo do “mestre” está na pequena igreja local.

 

Mimos de Hautvillerus são as placas talhadas em ferro, indicadoras das lojas comerciais do local, sempre ligadas ao vinho e à comida regional.

 

Ay

A pequenina cidade, de pequeno nome, abriga a Maison Bollinger, a marca da champagne do 007! Uau!

 

Châlons-en-Champagne

De carro pela Champagne nos deparamos com lindas plantações de mostarda, cidades encantadoras e jardins belíssimos, como os de Châlons.  Era uma bela tarde de domingo, primavera de verde especial, flores e muita paz. O convite para um breve descanso diante de tanta beleza é irrecusável!

E voltando à Reims, nossa base, fechamos a noite com jantar muito agradável e as boas lembranças deste dia e desse belíssimo roteiro!

 

  • Da hora 1 : Em Reims: Hotel Reims: Hotel Mercure Reims Centre Cathédrale – 31 Boulevard Paul Doumer, 51723;  Restaurante: Bistrot du Forum – 6 Place du Forum, 51100; Maison Pommery – Vranken Pommery domain – 5 Place du Général Gouraud, 51100  – http://www.champagnepommery.com; Veuve Clicquot Ponsardin Centre de Visite – 1 Place des Droits de l’Homme – www.veuveclicquot.com.

 

  • Da hora 2 : Épernay: Restaurante: Brasserie Le Central – Bar Restaurant – 15 Place de la République, 51200; Maison Mercier: 68 Avenue de Champagne, 51200 Épernay, França – http://www.champagnemercier.fr.

 

 

 

 

    Texto por Marcela Tavernard (Colaboradora): Uma  mineira , que mora em Brasília e ama a França, a língua Francesa, a cultura, a gastronomia,  suas paisagens e em especial os seus Castelos. Em suas viagens, tem o seu marido como o  melhor companheiro

 

 

 

 

 

 

 

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