Roteiro de 3 dias em Luang Prabang!

Luang Prabang, a joia do Laos! Está planejando uma viagem para a Ásia? Não deixe de incluí-lo em seu roteiro!

Separamos essa sugestão de roteiro em Luang Prabang, do que fazer e onde ir durante 3 dias, com as dicas que utilizamos, de forma objetiva, durante a viagem que realizamos em dezembro de 2016.

Luang Prabang, é uma pequena e charmosa cidade, situada numa península ao norte do Laos, entre os rios Mekong e Nam Khan. É o principal destino turístico do país e, desde 1995, foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Essa encantadora cidade, do Sudeste Asiático, possui uma energia incrível e oferece atrações para todos os gostos e idades. Mais do que uma cidade turística, Luang Prabang é um destino místico, repleto de templos, cerimônias, belezas naturais e história.

  • No Laos há necessidade de visto. Se você for de avião, ele é facilmente  obtido na área de desembarque do aeroporto (siga a sinalização “visa on arrival“). Após o preenchimento do documento, entregue pela própria companhia aérea, junte uma foto 3×4 e uma cópia da primeira página do seu passaporte (ou providencie lá mesmo, por uma taxa adicional) e pague $30 de taxa (levar dólar em especie). O visto tem validade de 30 dias mas pode ser renovado.

LUANG PRABANG /LAOS

Desembarque no aeroporto e pegar uma van, taxi ou tuk tuk (por 50.000 K, aproximadamente $6) para o centro da cidade, que fica a uns 4km do aeroporto.

  • Nós optamos pelo avião, mas é possível chegar a Luang Prabang de ônibus também. Se for a sua opção, sugerimos que procure pelos VIP, que oferecem um pouco mais de conforto e segurança.

 

A maioria das atrações, e dos hotéis,   fica no bairro antigo, nas imediações das duas principais ruas da cidade, a Sisavangvong e a Kingkitsarat.

Check in no The Chang Inn & Café  (Burasaari Heritage /(93 Unite 03, Phonheuang Village, Luang Prabang /856-71-253553 )

Escolhemos o The Chang Inn pelo excelente custo e benefício oferecido, pela sua localização e não poderíamos estar mais felizes com nossa opção. O charmoso e rústico hotel fica no caminho dos monges, durante a Cerimônia das Almas. Além da localização, possui uma estrutura muito boa, organizada e limpa, um quarto espaçoso e tivemos o privilégio de sermos atendidos por funcionários extremamente simpáticos e solícitos. O hotel recebe seus hóspedes com um drink de boas vindas e o café da manhã também é delicioso, bem variado e farto.

 

DIA 01

SUGESTÃO DE ROTEIRO:

*Alugar uma bicicleta (muitos hotéis oferecem como cortesia aos seus hóspedes, foi o nosso caso). Luang Prabang é uma cidade bem pequena, mas repleta de templos e atrações lindas para visitar. Nós optamos pela bicicleta para desbravar  as ruas do centro histórico, mas os passeios podem ser feitos à pé ou de tuk tuk.

*Visitar o antigo Palácio Real, Haw Kham ( Sisavangvong / 8h30 às 10h30 e das 14h às 16h, não abre às terças / entrada 30.000 K, aproximadamente $4).  A área do palácio fica no centro da cidade antiga e é cercado por belos jardins arborizados. O lugar, que foi a residencia da Família Real, abriga o Museu Nacional de Luang Prabang, que expõe diversos objetos de arte, religiosos e históricos. Abriga, ainda, o Templo Haw Pha Bang, que guarda a estátua do Buda de Ouro, o Phra Bang, uma importante relíquia histórica do país. Sua arquitetura é lindíssima, uma mistura da influencia de estilos laosianos e franceses.

  • Não é permitido visitar o museu vestindo shorts, saias acima do joelho, blusas sem manga, decotadas ou com os ombros à mostra. Também não é possível fotografar o interior do museu ou do templo, apenas suas varandas e jardins. 

*Passear pelas famosas ruas do centro histórico. A Sisavangvong tem vários templos, prédios pitorescos, cafés deliciosos, restaurantes de qualidade, lojinhas, agências de passeios, Spas que oferecem massagens relaxantes maravilhosas e uma escola pública local (e os simpáticos estudantes adoram interagir com os turistas). 

 

*Subir a escadaria para o Monte Phousi ( Sisavangvong  /  20.000K, aproximadamente $2,50). O Monte Phousi também fica no coração da cidade antiga, bem em frente ao Palácio Real, e além de abrigar a sagrada estupa dourada That Chomsi, possui uma vista de 360º de Luang Prabang e seus rios.

  • Assistir ao por-do-sol no alto de sua escadaria, com mais de 200 degraus, é simplesmente magnífico, e vale o esforço da subida.

 

*Ir ao Night Market, Mercado Noturno (Sisavangvong /funciona diariamente, das 17h às 22h), uma das atrações mais importantes de Luang Prabang. A rua fica fechada para o transito e dá lugar a uma feira bem diversificada, com dezenas de bancas de artesanatos, acessórios, roupas típicas, souvenires, bebidas, comidas variadas e da gastronomia local. Os preços são baixos e mesmo que não pretenda comprar nada, vale à pena dar uma boa volta e aproveitar para conhecer mais da cultura do Laos!  

*Jantar num dos diversos restaurantes do centro histórico de Luang Prabang. Há uma variedade enorme de opções, dos mais simples aos mais sofisticados, para todos os gostos e bolsos. A culinária do Laos é riquíssima e os cardápios oferecem pratos deliciosos, tanto da cozinha local como da gastronomia internacional, especialmente a francesa.

  •  Não dormir muito tarde para poder acordar bem cedo, antes do por do sol, para assistir ao Tak Bat, a Cerimônia da Almas!

DIA 02

SUGESTÃO DE ROTEIRO:

*Assistir ao Tak Bat, a Cerimônia da Almas, quando centenas de monges budistas saem dos seus templos e percorrem as ruas para coletar doações de comida. A ronda ocorre todos os dias, durante o nascer do sol, e é uma procissão  muito especial e tradicional, que acontece desde o século XIX. O fieis (e alguns turistas) precisam acordar cedo e sentam nas calçadas com os alimentos, aguardando o momento em que os monges passarão, em fila indiana do mais idoso ao mais novo, recolhendo as ofertas. Trata-se de um ritual sagrado, religioso, e é importante manter o silêncio e respeito às tradições locais.

  •  Além de manter o silêncio, é importante estar descalço e vestido com roupas que cubram os ombros e os joelhos. É preciso estar sentado ou ajoelhado durante o ritual e não é permitido tocar, falar ou fazer contato visual com os monges Caso não queira participar, mas queira tirar fotos,  desligue o flash da máquina e fique a uma boa distância, em sinal de respeito e para não atrapalhar a ronda. Trata-se de um dos momentos mais lindos que presenciei, mágico mesmo e a emoção realmente toma conta da gente.

 

*Conhecer o Mercado Diurno. Antes mesmo do dia clarear, o Mercado Diurno começa a funcionar na Sisavangvong, com muita oferta de frutas e verduras frescas, carnes, condimentos e especiarias. É uma visita interessante para conhecer melhor os hábitos e costumes locais, bem como os produtos típicos da região.

*Curso de culinária. Existem inúmeros cursos de culinária pela cidade, alguns bem famosos, como o do restaurante Tamarind. Se você aprecia a culinária asiática, e tem alguma habilidade na cozinha, aproveite para entrar em contato com os produtos e temperos típicos da culinária do sudeste asiático. Eu optei por fazer o curso oferecido pelo hotel em que me hospedei, o Burasari Heritage’s Cooking Class, com o Chef Tok Tok (que acabou se transformando num querido amigo) e sua assistente. Como cortesia, ganhei a oportunidade de desfrutar, e oferecer aos meus convidados, um delicioso almoço típico (feito por mim), às margens do rio Nam Khan.

*Visita ao Wat Xieng Thong e demais templos nas cercanias. Existem mais de 30 templos budistas em Luang Prabang, e não sendo possível conhecer a todos, em tão pouco tempo, decidimos pelos mais famosos e próximos. O templo de  Wat Xieng Thong destaca-se como um dos mais importantes e bonitos, e é um verdadeiro cartão postal da cidade. Além do templo principal, conta com uma capela belíssima e uma capela fúnebre, onde ficam guardadas as urnas dos membros da família real. Caminhando ou pedalando, é possível conhecer diversos outros templos próximos ao Wat Xieng Thong, cada um com uma característica particular, uns menores, outros bem simples, mas todos muito acolhedores. Vale o passeio.

  • Lembrar que para entrar nos templos, é proibido vestir short, saias acima do joelho, blusas sem manga ou decotadas. Também é preciso tirar os sapatos.

Mapinha com indicação dos templos do centro histórico de Luang Prabang

*Caminhar, ou pedalar, pela  Kingkitsarath, que é a rua dos hotéis e alguns dos restaurantes mais badalados e fica às margens do rio Nam Khan. Seguir pela Khem Kong, que é a rua que fica às margens do rio Mekong e parar no terminal das balsas, no Sunset Wiew Point, para desfrutar de um por-do-sol é impressionante, com vista para as montanhas e povoados ribeirinhos, da outra margem do rio. 

mapa dos rios de Luang Prabang

*Terminar a noite no Utopia, o famoso e descolado bar, às margens do rio Nam Khan, cujo lema é “Coma, beba e relaxe”! O barzinho é extremamente aconchegante, com luz de velas e  uma decoração rústica, repleto de mesinhas de centro, almofadas e pufes espalhados pelo local. O cardápio é bem variado, com opções de petiscos, sanduíches e pratos mais elaborados, e os preços são bem em conta.

 

DIA 03

SUGESTÃO DE ROTEIRO:

*Visita a Ban Xang Hai, também conhecida como Whiskey Village“. A vila fica a 20km de Luang Prabang, às margens do rio Mekong.  Ban Xang Hai é famosa pela produção da bebida “Lao Lao”, um tipo de whisky feito de arroz, com cerca de 40% de álcool. O Lao Lao é uma bebida muito tradicional e importante na cultura local, oferecida e consumida até nas cerimônias religiosa. A bebida é feita artesanalmente na destilaria local, e em alguns casos, sua feitura vem acrescida de escorpiões, aranhas e cobras. A vila também tem uma pequena feira com produtos produzidos pelos seus moradores, mas alguns artigos são proveniente da China e Vietnã.

*Passeio de barco ao Pak Ou Cave. Um passeio de barco pelo rios Mekong e Nam Ou,  para conhecer as famosas cavernas de Pak Ou, conhecidas como a caverna dos Budas, nos arredores de Luang Prabang, aproximadamente 25km. Trata-se de um santuário, construído pelo povo do Laos há mais de 300 anos, com milhares de estátuas de Budas no interior de suas duas cavernas. É também um local de peregrinação de milhares de budistas que, anualmente, depositam ainda mais esculturas em seus interiores.

*Passeio e almoço no Elephant Camp. Um local repleto de elefantes recuperados e reabilitados, protegidos do trabalho abusivo e muito bem tratados. O visitante é convidado a interagir com os animais, e podem alimentar, dar banho ou mesmo fazer um passeio de elefante pelas redondezas. O local oferece um almoço simples, com comida típica da região, bem gostoso.

  • Antes de contratar o passeio de elefante, procure informação sobre como os animais são tratados e se não há registro de maus tratos.

*Conhecer as cachoeiras de Kwang Si, que fica nos arredores de Luang Prabang, a aproximadamente 30km do centro. É uma das principais paradisíacas cachoeiras e piscinas naturais da região, com suas águas azul-turquesa, cercadas por rochas calcárias e vegetação típicas . A visita, e o banho, em Kwang Si é simplesmente imperdível. Dentro do parque funciona, também, o Centro de Resgate de Ursos, a Free the Bears, uma instituição que resgata e recupera ursos de traficantes e caçadores. Há varias formas de visitar Kwang Si, nós fomos num tour fechado que contratamos numa das agências de Sisavangvong, mas há diversos motoristas de vans e tuk tuk que negociam o transporte de ida e volta por preços bem acessíveis. O parque de Kwang Si tem uma boa estrutura para os visitantes, com banheiros e vestiários, mesas e bancos para piquenique e do lado de fora, bem na entrada, há lanchonetes e uma feirinha com diversos artigos e comidas.

  • levar roupa de banho, chinelo, toalhas, um lanche, água mineral (caso não queira comprar na feirinha) e repelente. Não esqueça o repelente!
  • Nós contratamos os passeios do terceiro dia (Ban Xang Hai, Pak Ou Cave, Elephant Camp e Kwang Si) por meio de uma agência de turismo na Sisavangvong, que é o local onde ficam as mais confiáveis. É possível contratar estes passeios individualmente ou fechar um pacote que inclui a todos. 

*Terminar a noite na Sisavangvong, num dos diversos barzinhos ou varandas, provando uma das centenas de marcas de cervejas, incluindo as locais e artesanais, despedindo-se dessa cidade encantadora.

Este é um roteiro com algumas informações e interesses pessoais,  disponibilizado para ajuda-lo a planejar sua viagem. Adapte-o com todas as suas informações, gostos próprios e Boa Viagem!


Adriana Pasini  (Idealizadora do Saiu de Viagem) :  Tributarista por formação, esta paulista com coração brasiliense, desde muito cedo começou suas andanças pelo mundo. Filha de pais pesquisadores, sua primeira viagem internacional foi aos 10 meses de vida, para Londres, onde morou por mais de 5 anos.

Na adolescência voltou para a Inglaterra, onde terminou o nível médio em Oxford e aproveitou para fazer bicos e juntar um dinheirinho para, aos 16 anos, fazer uma  viagem “sozinha” pela Europa. De lá pra cá, dividiu-se entre Brasília, a advocacia e mais viagens, mas há 6 anos resolveu dedicar-se exclusivamente à perambular pelo mundo com o seu marido.

 

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